domingo, fevereiro 05, 2012

SuperVision

Hoje sujeitei-me ao maior teste oftálmico já alguma vez pensado. Tenho a Vitó adormecido a caminho da casa dos avós e estancionando o marido a carrinha mesmo em frente à sala onde almoçamos, como de costume, eis que a menina-rabina-pequena-belinha-adormecida ficou por lá a dormir. E assolapei-me com a ideia de má-mãezinha que deixa os filhos fechados no carro e até se esquece deles. E acho que ninguém o faz em consciência e o pior castigo é, sem dúvida, viver com esse fado. Mas essa é outra conversa e para outro dia. Assolapei-me com a ideia e temi que a família daquele lado me dissesse algo, mas escusaram-se a tal. E então, eis que a piquena lá ficou e eu não fiz mais que vigiá-la, e por pouco não acertava com o garfo na boca. Mas o que valeu foi o mesmo que me impressionou: não é que o meu olhar atravessava a mesa de jantar, a porta de vidro para o quintal, a janela da carrinha oposta ao lado em que ela estava e mesmo assim conseguia ver o abrir e fechar das suas pequenitas pestanas de bebé?!
Vejo muito melhor do que pensava. Muito melhor.

Sem comentários:

Enviar um comentário