quarta-feira, novembro 17, 2010

à minha Carlota

Contei os dias, as horas, e depois até os minutos, ansiosa pela hora E, que é como quem diz a hora da ecografia em que viria a conhecer um pouco mais de ti.
Vivi tempos menos completa porque não sabia como te tratar. «Baby» parecia-me tão longe. Tão do tempo em que, com o teu pai, fantasiávamos com o tempo que viriamos a ser pais. E desde sempre, desde que soube que te tinha aqui, dentro de mim, que te tornaste real. Sou mãe desde esse dia. E queria poder concretizar-te, chamar-te pelo nome. Falar de ti pelo teu nome e poder dizer «a minha filha» (ou «o meu filho» se fosses o Manel). E dia 15, o dia E, tornou-se num E maior, de ESPECIAL - o dia em que me foste apresentada. E eu amei-te antes disso.
E então, quando o Dr. me pediu para confirmar se não se tinha identificado o sexo na consulta anterior, eu anunciei que me recusava a sair de lá enquanto não soubesse. Estava no meu tempo limite. E, sob sorrisos, lá fomos, o Dr., nós as duas e as tuas avós. E quando me deitei e destapei a barriga fiquei com os nervos à flor da pele e já só acordei desse transe no momento em que o Dr. me legendou os teus lábios vaginais. E eu fui ao céu! E soltei um «a minha Carlota...» com todo o fôlego, alma, esperança, alegria e amor que manifesto por ti... a menina com que sonhava.
E foi um dos melhores momentos da minha vidinha. Obrigado.

Ah e o teu Papi, que tanto queria um Manel, e que tantas vezes assim te chamou, também te ama muito e já fala de ti como (outra) mulher dele e sonha com o teu futuro brilhante! Homens...

1 comentário:

  1. Bem compreendo Maria esse sentimento. É a maior alegria termos o filho que desejamos e sentimo-nos a pessoa mais completa ao cimo da terra se no nosso caso for menina. parabéns e que corra tudo sempre bem!!!!beijinhos de mulher :)

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