segunda-feira, novembro 29, 2010

(razão de) SER OU NÃO SER (do jornalismo jurídico)?

Casos como o da Maddie, da Joana, da Alexandra, da Casa Pia,... casos que põem os corações do popularóide a fervilhar, daqueles que dá vontade irresistível de partir para a "justiça popular", estarão, ou não, a ser bem relatados? Será que a comunicação social usa ou abusa? Prender-se-á ao dever de informação, lealdade e verdade ou será movida por outros (bem diferentes) objectivos?
Magistrados e juristas protestam a falta de um jornalismo jurídico em Portugal, à semelhança do que já existe em diversos países. Talvez tenha sido fruto da formação, ou esteja implementado na natureza, mas tendo a concordar. Nada perderíamos se a comunicação social conhecesse e respeitasse os princípios jurídicos e de justiça universais. O mesmo se fosse abonada com discernimento apontado à linguagem jurídica e judicial com que se depara. Mais a mais, se soubesse trocar essa linguagem técnica por miúdos de modo a que todo e qualquer leitor, espectador, ou qualquer que seja o receptor da mensagem, entendesse e sem que perdesse fidelidade ao conteúdo.
Mas enfim... também a justiça muitas vezes não funciona! Porque seria a comunicação social diferente?

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