Cresci refém dos Loucos Anos 80 e da sua mentalidade antecedente e ainda do nome que me escolheram. Fiquei a tal destinada 22 anos antes de vir ao mundo. Quando a sua avó morreu, a mãe decidiu assim ser. Uma filha viria a ter o nome da sua avó. Tinha a mãe 8 anos. Maria. Maria seria o nome eleito. Simplesmente Maria. E sou.
E na minha infância poucas havia. Eu pelo menos não conheci uma sequer. E quem o era, era sempre conjugado com outro qualquer nome e era sempre por esse conhecida. Maria?! Maria era nome de peixeira, de sopeira, de criada. E muitas vezes não se acanharam em me o dizer. Eu?! Eu nunca liguei a mínima, como sempre. Nem respondia. Nunca liguei puto ao que me diziam para me chatear. Nem a isso do nome, nem a qualquer outro assunto. E fiz bem. Fiz bem, sim senhor. Mas hoje, hoje que se publica o nome Maria como o top dos nomes femininos escolhidos em 2010 em Portugal, eu respondo: será da crise social que levou os pais a não esperançarem mais que uma carreira de criadagem para as suas filhas? Ou Maria não é tão mau assim?!
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quinta-feira, maio 12, 2011
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