Muito bem se canta na Sé, mas é para quem é
Em criança piquena ouvia repetidamente, ou a avó que me criou, ou a empregada que se manteve lá por casa mais de 19 anos. Soava-me a lenga-lenga e não atentava ao significado.
Mais tarde, se pensasse em alguém que se vangloriasse de um feito obviamente não por si praticado, para além de o tomar como invejoso e cheio de cobiça, fraudulento e descarado, recordar-me-ia das palavras de outro tempo. É que a pura das verdades muitas são as vozes que se levantam para cantar na igreja, ainda que a pureza de espírito se fique, em muito, a dever. E a contar pelos candidatos, maior seria o coro que a restante congregação.
Vale a fé e a esperança dos crentes em que a verdade seja conhecida e que a glória seja dada aos rectos de espírito e autores das obras puras.
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