quinta-feira, janeiro 13, 2011

Problema da Globalizãção?

Cresci a ouvir histórias de crimes nas escolas, de crianças ou adolescentes que matavam professores, colegas e alguns deles acabavam por se suicidar. Cresci a ouvir todas essas histórias chocantes por todo o mundo mas que por qualquer razão aconteciam sempre no mesmo canto: nos EUA. Mais tarde um caso ou outro pelo norte da Europa. Já mais perto mas sempre lá longe.

Agora sou mais crescidinha e gozo dos privilégios da globalização. E o mundo tornou-se mais pequeno. O longe tem outro significado e quase sempre tudo se tornou perto. E isso não me surpreende. Cresci a habituar-me à globalização e ao associado encurtamento das distâncias. E não sei então porquê, mas quando sei de casos em que um adolescente foi baleado num parque público (e depois que foi ele que se baleou com a arma que trazia no bolso), ou que um miúdo de 17 anos levou uma arma transformada e carregada com várias munições para a escola (e que os colegas, informados, não ficaram alarmados), espero sempre pelo momento em que é desvendado o local do ocorrido. Bem sei que as crianças no Brasil, ou no México, ou... andam desde cedo armadas e que não hesitam em disparar e matar quem seja por muito pouco. Mas a verdade é que espero sempre ouvir em que Estado dos EUA isso aconteceu. Tenho para mim que seja um problema de educação, da má educação em que cresci. E afinal, quer seja ou não um problema de globalização, agora que tudo se tornou perto e a amplitude de longe é diminuta, acontece tudo perto, tão perto como o Algarve ou Castelo Branco.

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