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sexta-feira, março 02, 2012

Contam seis anos desde que nasceste. E contam já seis anos que me fazes rir. E sorrir. E sorrir. E esforçar. E estar. E saber. E mostrar. E dizer. E sentir.

Eras o ensaio para a maternidade. E que belo ensaio. Obrigado. Love U.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

E quando...

...temos na nossa vida pessoas com a permanente capacidade de surpreender e desiludir? E quando não as podemos descartar da nossa vida, porque nos é socialmente impossível, e mesmo assim temos esperança na mudança e depois só muda para pior? E quando isso afecta um grupo de nós e então a desilusão sentida é a nossa mas também a do resto do grupo? E quando isso já não revolta e apenas entristece? E quando começamos a pensar que mais vale apagar?

Era lamentável.

terça-feira, janeiro 17, 2012

Mãe Babada

Hoje uma mãe e uma avó de uma bebé de 11 meses dirigiram-se a mim e aclamaram a beleza da Vitó. Diziam elas que a minha menina é linda, que é mesmo um bebé de anúncio.
E eu fiquei babada!

domingo, janeiro 15, 2012

Querida avó

hoje farias 80 anos e estaríamos em festa!
Bem sei que poucos chegam a essa idade. Só os eleitos. Mas não entendo porque tu, como foste para todos (nós de casa e para os de fora), não foste uma das eleitas. Tanta falta nos fazes. Mais não seja para podermos sentir o teu cheiro e ver o teu sorriso.
Queria tanto ver-te ver a minha Vitorininha piquenina. Queria imortalizar-te. Queria ter-te sempre. Aqui. Para mim.
Só posso pensar que estás num local melhor. Porque foste uma das eleitas.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Hoje o sogro faz anos! 60! E vai haver festa surpresa. Houve almoço lá em casa, para os familiares e amigos disponíveis, que isto de ser 5ªfeira não facilita a coisa. Nós estivemos lá. E agora é despachar tudinho, tudinho, terminar o que ainda falta. Levantar as fotos da sessão de ontem*. Embrulhar presentes e ter tudo perfeito lá pelas 19h30. E depois é vê-lo ser surpreendido por todos. Familiares e amigos de casa, daqui de perto e de longe também. Que isto dos 60 anos não é todos os dias.


*A cunhada C lembrou-se de levarmos as meninas a uma sessão de estúdio. As duas bonequinhas estavam mesmo lindas, mas a tarefa não se adivinhou fácil. Mafaldinha sorridente e bem disposta. Carlotinha não simpatizou com a fotógrafa. A senhora também não tem o melhor dos ares para o classicismo da minha princesa. Olhava para ela com expressão de análise da ave rara que lhe surgira diante si. E a coisa ainda piorou quando decidiu entreter-se com a prima, tal qual pobre coitada nas suas mãos. Era puxar-lhe o laço do cabelo, depois o do vestido, depois os sapatos, enfiar o dedinho no ouvida ou puxar-se os caracolitos. Foi manifestar a exorbitância do seu carácter compactada naquele instante. E a prima? Sorria. Sorria sempre.


Ainda assim, no fim do tempo, queríamos uma e outra e outra e outra fotos e foi complicado escolher a eleita.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Parabéns à mana Carlota!


Assim mesmo, à portuguesa.


Amo-te muito.


Foste a minha primeira menina.


E já não és pequenina...

terça-feira, dezembro 20, 2011

Faz 9 anos

que perdi o avô Careca. E 9 anos que fiquei sem avós. E lamento muito, cada vez mais.
Morro de saudades, do que vivi e do que não cheguei a viver.
E, por isso, é um dia triste.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Música sobre rodas

é o mote desta noite. Música como a expressão perfeita dos sentidos e das palavras, e dos silêncios também. Música apresentada pela Fi (e pelas restantes patinadoras) na sua primeira actuação pública. Que linda! Logo, às 21h.
Será ainda o mais cultural dos eventos a que a Vitó assistiu.

terça-feira, dezembro 13, 2011

La Sangre

Sou o grande amor da minha mãe. Pronto, agora ofereci-lhe uma minha concorrente à altura. Mas sou menina da mamã. Sou a sua menina. E isso nunca me incomodou. Não sou egoísta. Nem birrenta. Sou mimada no sentido de receber muito mimo, muito amor. E isso é delicioso.
E depois, fruto de ter pais divorciados, há o outro lado. Outra família. Ou outro lado da família. E já não sou menina do papá. Nunca fui. Nem mesmo nos primeiros 12 anos em que era a única. Mas este post não é sobre pais. É sobre o sangue. E neste sangue o pai foi apenas o fio condutor. É que depois, passados 12 anos, veio uma hermana. E depois otra. E mais otra. E foi sempre bom. Estão lá longe, no país irmão. O delas. Sempre lá estiveram. E eu cá. Sempre por cá andei. E nunca vivemos juntas. E a nossa língua é outra. E a nossa vida também. Mas depois há la sangre. O sangue que corre na guelra com um fervor que derruba distâncias físicas, etárias, culturais. O sangue que nos aquece e aproxima e nunca permitiu que nos esquecessemos de qualquer outra. Se tenho irmãos? Sim, 3 irmãs. Somos 4, eu e as CIT. No imediato nunca me lembro que sou filha única. Não me sinto única. Sou a única menina da mãe, ou pelo menos fui até a minha filha nascer. Sim, sou. E vivo assim todos os dias, cheia de mimo. Não obstante não esqueço mis hermanas. Fazem parte de mim, do que eu sou. Seria diferente sem elas e é por isso mesmo que me saltam da boca sempre que me perguntam se tenho irmãos. E não meias-irmãs, como alguém apregoa. São irmãs. São minhas. Não quero viver desprovida da sua existência. Quero encurtar distâncias. Como sempre. Cada vez mais. Afinal Sevilla está a dois passos. E elas estão a muito menos. Estão aqui, cá dentro. Las quiero. Las quiero mucho. Un montón. Es que sinto la sangre.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

O chá comemorativo foi na Piriquita (1) e entre queijadas e travesseiros, uma voz de criança exclamou que o wc era uma verdadeira cabine telefónica. Tudo de riu. Mas assim é. Não poderia classificar melhor. O reduzido espaço mal permite meia volta.

Ele e Ela no Primeiro de Dezembro

Este ano prometia feriado. A despedida, pois em 2012 este já era. 1 de Dezembro será mais um dia como os outros para muitos. Pois, tenho para mim, que serão cada vez menos aqueles a recordar aquele do ano 1640, em que se deu a Restauração da Independência do Reino de Portugal pela governação da Dinastia filipina, chefiada pel' Os Quarenta Conjurados. Não sou contra a diminuição dos feriados. Mas condeno o empobrecimento do patriotismo.

Avante, já este ano também o feriado não é para todos. O marido trabalha. Ou a meio gás. Ou então recrutou a ajuda da Vitó. Pela manhã sairam os dois de casa. Pai e filha. Cúmplices e contentes. E o primeiro de Dezembro foi o primeiro dia da nossa baby ir com o pai para o trabalho. Começa em part-time. Vou buscá-la para o almoço com a avó.

segunda-feira, novembro 28, 2011

Natal Mágico

O Natal, mesmo em tempo de crise, não perde a sua magia. A mesa pode estar mais ou menos farta, gente querida pode ou não estar presente, os presentes podem escassear, mas sobrevive sempre alguma magia. Mais não seja a de ser criança e encantar-se com as luzes e a figura de um qualquer Pai Natal empregado num shopping qualquer. Ou a de um adulto a observar essa criança. E é o bastante para um sorriso. Para um sorriso cheio de magia natalícia.

Hoje levei a Fi a conhecer o Pai Natal ali do Colombo. Fui levantar as fotos que a Carlota havia tirado e quando lhe perguntei se queria ir comigo, sabendo que havia a possibilidade de encontrar o (para ela verdadeiro) Pai Natal, a criança delirou. Fomo as duas. Levantámos as fotos. Comprei mais três (e entretanto já oferecemos quatro!). E ela em pulgas. Ao fundo avistava-se a árvore e só a ideia de o Pai Natal por lá andar foi suficiente para estar num frenesi. Depois. Depois fomos até lá e os nervos foram tantos que nem saboreou o momento como queria. Nem perguntou as mil e uma coisas que havia ensaiado pelo caminho. Quase nem se movia. Depois. Depois suspirou e passeámo-nos ao redor da árvore e todos os presentes, bonecos e enfeites. Depois veio a volta no Comboio Mágico do Natal. E foi magia pura.
No final quase que implorei para passarmos na Disney e já só me dizia que essa loja preferida havia perdido o estatuto quando confrontada com a do Pai Natal - que nem é loja, por sinal. Mas lá chegadas, era hora do conto mágico. E a magia prolongou-se.
Volvidas a casa, a emoção era tanta que o nervosinho ainda não tinha acalmado e só se falava das mil e uma aventuras do dia.
E vê-la assim é magia pura.

quarta-feira, novembro 23, 2011

KaRaTeKa KidA

Pouco depois da Fi nascer senti que estagiava a maternidade. E agora, corridos 5 (por vezes longos, por vezes curtos) anos sei que assim foi. E é. Continua a ser.
Algumas vezes gostarias ser minha filha. Outras tenho vontade de fazer contigo coisas que iria querer fazer com a Carlota, assim fosse ela mais crescida.
Hoje fomos as duas. Lampeiras, lampeiras. Chegámos ao HP e foi uma aventura. Desde o meu treino, à tua aula experimental de Karaté foi uma epopeia. São recordações.
E para a próxima, nada de corar. Pois claro que o karaté também é para meninas. E não te atrapalhes com a esquerda e com a direita, e mostra-lhes, aos meninos mais crescidos, que as meninas mais pequeninas fazem-lhes frente e muito mais. Eles que se ponham a pau com a minha karateka!

sábado, novembro 05, 2011

Delícia daquelas

Ontem fomos jantar com os primos. Aqueles que são como mana e cunhado. Aqueles que fazem questão em a Carlota ser sua sobrinha.
Encontrámo-nos na visita ao Duarte e decidimos ir jantar os quatro. Pertinho de casa para não chegar tarde. Coisa simples: ali à melhor pizzaria nacional, que por sinal serve muitos outros pratos bem bons.
Foi delicioso. Não me refiro ao bife al gamberini, nem a outras iguarias. Foi deliciosa a companhia. A conversa. As valorações e críticas. As revelações. E a risada. Essa, a risada, foi deliciosa demais.

* Falta-nos a avó a resmungar: «calem-se com o riso. Agora riem, daqui a pouco choram!» E nós, nós rir-nos-íamos mais ainda. Seguramente.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Bem-vindo Duarte



Esta tarde a cegonha trouxe-nos uma encomenda de Paris. Ou então ali de Cabeção, perto de Mora. (É que é mesmo parecido com o avô que era dali.)


É comprido. É gordo. É fofo.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Hoje a CV faz 5 meses. Há 5 meses que tenho a minha filha nos braços.
E hoje o Papi deu um murro no estômago às filhas.
Às manas C, I e T, todo o meu AMOR. Que vos quero. Muito. Muito. Assim mesmo, em português.

segunda-feira, agosto 22, 2011

Miss República Portuguesa #2



Eis a prima! Gira que gira!

E, minha gente, como decorre a votação para a eleição da Miss Público, toca a votar na prima!

quinta-feira, agosto 18, 2011

Miss República Portuguesa #1



Lembro-me que há 20 anos isto era diferente. A Miss era de Portugal e não da República Portuguesa. A final era um espectáculo à séria e sempre transmitido em directo pela RTP. O país arregalava os olhos e no dia seguinte ouviam-se comentários por tudo quanto era sítio.

Agora é diferente. Mal se ouve falar no assunto e se buscarmos na imprensa, encontramos uma ou outra reportagem na Mariana (revista que desconhecia existência). A transmissão televisiva terá lugar na SIC Mulher e na SIC Internacional, e uma semana depois. As misses concorrentes concorrem como misses regionais e das comunidades emigrantes, e nem sequer terão de ser naturais dessas terras pelas quais se mostram.

E tudo isto ter-me-ia passado ao lado, como penso passar a muito boa gente, não fosse o caso de ter uma prima miss e querer muito vê-la em boa figura. Força ACS!

terça-feira, julho 26, 2011

Dear vovó

Hoje comemora-se o Dia Nacional dos Avós e sinto-me breve e ligeiramente traída. No meu tempo de neta nunca vivi este dia. E tinha uma avó especial e que muito o merecia. Também tinha outros que o mereciam, mas uma era mais especial. Já lá vão tantos anos que contabilizo que só estiveste presente em metade da minha vida actual. E era tão bom ainda ter-te. E hoje terias ainda uma extensão de mim. E seria o primeiro ano em que terias uma neta com o teu nome. Uma (bis)neta como se o fosse a duplicar. E, preplexamente, sinto saudades disso não vivido.

Hoje a mãe é avó, o seu primeiro ano nessa condição, e então o dia é dela e da Vi. E da outra avó que a Vi tem. E por isso foi Dia em grande, da Vi e das Avós*, todo o dia, sem mais. Em mimo, sem mais.

*Porque os avôs são homens e os homens são diferentes. Se bem que o Papi fez questão de visitar a neta e veio de sacolas e tudo! (Love U)

sexta-feira, julho 15, 2011

Tributo ao Papi

Acredito que a verdade é fruto de uma crença firme e inabalável. Assim será sempre mais verdade aquilo em que mais acreditamos. E então, existem tantas verdades quantas crenças e, a maioria das vezes, coincide com o número de crentes. Cada um tem a sua! E prevalecerá sempre a daquele que mais argumentar a seu favor e assim consiga convencer os outros que aquela é a verdade-mais-verdadeira fazendo com que nisso passem a acreditar. Tudo isto para que quanta mais mania tivermos, mais vezes seremos o dono da verdade, porque a nossa confiança exacerbada chega a convencer os demais.
E, na mesma linha de pensamento, se as coisas são o que acreditamos ser, assim também as pessoas. E um e qualquer um será sempre o que acreditamos que é. E por isso mesmo é que somos sempre os mesmos e sempre diferentes.
Mas hoje isto serve apenas para dizer que acredito que o Papi é aquilo que acredito. Pois por assim acreditar (e assim o ver) nunca irei ter outro entendimento (pelo menos no presente, e um dia que o tenha é porque já é essa a minha crença) e o Papi sempre será isso mesmo, tão só e tudo em que eu acreditar. Essa será a minha verdade dele.
E devo dizer que, correndo o risco de optar por uma ilusão feliz em detrimento de uma realidade menos agradável, que muitas vezes escolho essa felicidade mais ou menos fácil e esforço-me para ter a melhor mãe, o melhor marido, a melhor filha do mundo (e creio mesmo que tenho). E também assim o melhor pai. E acredito em ti, Papi. E perante dúvidas levantadas, acreditei sempre que o farias. Que respirarias fundo, encherias o peito de ar (do mais puro que encontrasses, não fosse trair-te), colocarias a voz, e cumpririas o teu dever com a maior responsabilidade e o melhor desempenho que estivesse ao teu alcance (todo aquele em que acreditasses possível). Acreditei e orgulho-me em saber que essa verdade se cumpriu, sem mais. Sem necessidade de adaptações ou novas formulações. Tenho um orgulho monstro*.

* Tal que até esqueço algo que depois a ti me confesso.