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segunda-feira, novembro 28, 2011

Natal Mágico

O Natal, mesmo em tempo de crise, não perde a sua magia. A mesa pode estar mais ou menos farta, gente querida pode ou não estar presente, os presentes podem escassear, mas sobrevive sempre alguma magia. Mais não seja a de ser criança e encantar-se com as luzes e a figura de um qualquer Pai Natal empregado num shopping qualquer. Ou a de um adulto a observar essa criança. E é o bastante para um sorriso. Para um sorriso cheio de magia natalícia.

Hoje levei a Fi a conhecer o Pai Natal ali do Colombo. Fui levantar as fotos que a Carlota havia tirado e quando lhe perguntei se queria ir comigo, sabendo que havia a possibilidade de encontrar o (para ela verdadeiro) Pai Natal, a criança delirou. Fomo as duas. Levantámos as fotos. Comprei mais três (e entretanto já oferecemos quatro!). E ela em pulgas. Ao fundo avistava-se a árvore e só a ideia de o Pai Natal por lá andar foi suficiente para estar num frenesi. Depois. Depois fomos até lá e os nervos foram tantos que nem saboreou o momento como queria. Nem perguntou as mil e uma coisas que havia ensaiado pelo caminho. Quase nem se movia. Depois. Depois suspirou e passeámo-nos ao redor da árvore e todos os presentes, bonecos e enfeites. Depois veio a volta no Comboio Mágico do Natal. E foi magia pura.
No final quase que implorei para passarmos na Disney e já só me dizia que essa loja preferida havia perdido o estatuto quando confrontada com a do Pai Natal - que nem é loja, por sinal. Mas lá chegadas, era hora do conto mágico. E a magia prolongou-se.
Volvidas a casa, a emoção era tanta que o nervosinho ainda não tinha acalmado e só se falava das mil e uma aventuras do dia.
E vê-la assim é magia pura.

quarta-feira, novembro 23, 2011

KaRaTeKa KidA

Pouco depois da Fi nascer senti que estagiava a maternidade. E agora, corridos 5 (por vezes longos, por vezes curtos) anos sei que assim foi. E é. Continua a ser.
Algumas vezes gostarias ser minha filha. Outras tenho vontade de fazer contigo coisas que iria querer fazer com a Carlota, assim fosse ela mais crescida.
Hoje fomos as duas. Lampeiras, lampeiras. Chegámos ao HP e foi uma aventura. Desde o meu treino, à tua aula experimental de Karaté foi uma epopeia. São recordações.
E para a próxima, nada de corar. Pois claro que o karaté também é para meninas. E não te atrapalhes com a esquerda e com a direita, e mostra-lhes, aos meninos mais crescidos, que as meninas mais pequeninas fazem-lhes frente e muito mais. Eles que se ponham a pau com a minha karateka!

sábado, novembro 05, 2011

Delícia daquelas

Ontem fomos jantar com os primos. Aqueles que são como mana e cunhado. Aqueles que fazem questão em a Carlota ser sua sobrinha.
Encontrámo-nos na visita ao Duarte e decidimos ir jantar os quatro. Pertinho de casa para não chegar tarde. Coisa simples: ali à melhor pizzaria nacional, que por sinal serve muitos outros pratos bem bons.
Foi delicioso. Não me refiro ao bife al gamberini, nem a outras iguarias. Foi deliciosa a companhia. A conversa. As valorações e críticas. As revelações. E a risada. Essa, a risada, foi deliciosa demais.

* Falta-nos a avó a resmungar: «calem-se com o riso. Agora riem, daqui a pouco choram!» E nós, nós rir-nos-íamos mais ainda. Seguramente.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Bem-vindo Duarte



Esta tarde a cegonha trouxe-nos uma encomenda de Paris. Ou então ali de Cabeção, perto de Mora. (É que é mesmo parecido com o avô que era dali.)


É comprido. É gordo. É fofo.

sexta-feira, maio 06, 2011

Dia AC

Parecia uma frase Nicola, mas hoje finalmente chegou o dia!


Há mais de um ano que falamos nisso. Há 10 meses ficou a promessa. Hoje é o dia e parece cumprir-se. Não veio em boa hora, é certo. Com a Carlotinha piquenina a logística complica-se. Mas sobrevive-se. E daqui p'ra frente climatizados, que é bem melhor.

sexta-feira, abril 15, 2011

Boletim da Grávida não, mas de parturiente!

Bem, afinal a party não foi tão sedutora quanto isso. Comecei por tomar meia droga qualquer às 8h30 e, entre tudo o mais, a Carlota nasceu às 17h56. Nada das 20h que se falam médias para o primeiro parto, nem tão pouco as 30h que a cunhada passou uma semana antes, mas ainda assim forjou expectativas. Pensava ter a rapariga cá fora lá pela hora de almoço, tolerando que das 15h se tratasse. Não foi assim. Mas se nem tudo foram rosas, nem por isso o jardim secou. E quanto a isso digo-vos minhas senhoras: bendito o(a) inventor(a) (que não sei quem é, mas até vou descobrir só para homenageá-lo(a)) da epidural! E, verdade seja dita, bendito seguro de saúde que me permite um parto no privado sem ter de vender os dedos (porque anéis valiosos escassam por aqui)! Foi um ai, foram dois, foram uns cinco ou seis seguidinhos e foi pedir epidural. Em meia hora senti a primeira contração e senti várias apenas com segundos de intervalo. Mal conseguia repor a respiração. Vai na volta, toquei à campainha e clamei pela epidural. Isto tudo com um dedo de dilatação! A anestesista estava no bloco e foi esperar uns minutinhos intermináveis. E finalmente aos dois dedos completos, epidural no bucho e foi uma alegria fazer sala ao marido, mãe e sogra. E foi dizer-lhes que me apetecia um bife da vazia à portvgália e que era uma chatice eles almoçarem e eu não! E o médico ia e vinha, e enfermeiras também. E foi administrar drogas no soro. E foi voltar a sentir uma dorzita e nesse momento pedir (e receber) reforço de anestesia, assim só porque não me apetecia reviver o passado. E foi uma alegria até ir para o bloco. Aqui, foi traumático! Dez ou quinze minutos em que me redescobri e conheci outra. Cinco vezes força e a Carlota estava cá fora. Mas se pensam na facilidade, foi força à séria. Mais do que toda aquela feita ao longo dos 29 aninhos de vida. Ao ponto de a mãe, que assistiu, pensar que eu fosse ter um colapso por estar violeta. Mas é que respirar pareceu-me que pudesse magoar a minha filha e o amor estava literalmente a crescer naquele momento! Não queria entalá-la ao inspirar novamente! E violeta pareceu-me que até podia colorear a coisa. E depois, aquele momento lírico de apresentar o bebé à mãe e colocá-lo no peito também não vivi: não foi no peito, foi na barriga e não lhe vi o rosto, tinha o rabo, as pernas e os pés virados para mim. A mãe cortou o cordão e chorou. E depois ao peito já veio vestida e não sei que me pareceu. Apenas perfeita! E tem sido assim, cada vez mais perfeita!

segunda-feira, abril 04, 2011

MIMO de Bom Dia

E para quem não dorme horas há (porque tem um barrigão, as pernas duplicadas e uma dor de costas que impedem posi ção; e porque se começa a adaptar para as noites de babá que se aproximam (dizem)), e porque cedo começa o dia e há que revigorar, sai um pequeno-almoço-na-cama, por favor (que sou uma menininha educadinha)!

quarta-feira, março 02, 2011

Adoro-te há 5 anos, e mais

Foi há 5 anos que nos chegaste como uma encomenda com grande laçarote! E foi há 5 anos que a nossa vida começou a ser assim, mais enfeitada. Alegras-nos todos os dias e tornas cada um deles mais feliz. É também essa a tua missão: encher-nos de alegria. E consegues na perfeição.
Adoro quando dizes que gostas "muuuuuuito" de mim e me dás abracinhos apertados. Adoro quando pedes à mãe para não ir ao colégio e ficares por cá só porque tens saudades minhas, ainda que tenhamos estado juntas até há poucas horas. Adoro quando me queres ajudar em tudo e participar como uma crescida. E na verdade só atrapalhas e tornas tudo mais moroso, mas eu adoro. Adoro as expressões que fazes quando te repreendo e as queixinhas que corres em fazer. Adoro quando te enganas e me chamas "mãe", apesar de fingir que não e corrigir-te seriamente. Adoro como nunca te esqueces da Carlota, fazes reparos à minha barriga e projectas no tempo tudo o que queres fazer com ela. Adoro como dizes que agora és a minha menina mais crescida, porque a Carlota é a pequenina. Adoro como te sentes parte da minha casa e da minha vida. Adoro que preenchas uma parte importante da minha vida. Adoro o que me permites sentir. Adoro-te a ti. Muito. Muito.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Ontem, ao final da tarde, fiquei mais rica e é só isso que vos digo. E apenas porque não me contenho!

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Curto & Grosso

Este fim-de-semana perguntei ao afilhado Martim se já havia escrito ao Pai Natal. Na dependência dos seus 4 anos, e sem a contribuição do pai, estava atrasado.
Pois bem, papel e caneta na mão e prometi-lhe escrever tudo o que me dissesse. Poderia começar a ditar. Seria apenas instrumento material para o contacto que se revela urgente.
Então...

«Meu querido Pai Natal,
Quero um jogo do Bakugan para a psp, porque quando empresto a psp ao Afonsinho ele quer sempre esse jogo e depois não posso jogar (sim, porque este meu afilhado é um generoso e, então, tem 2 psp: para a eventualidade de algum amigo lhe pedir emprestado, tem outra para poder jogar!).
E podem ser também alguns Gormitis.
Martim»

Assim. Só assim. Nada de gracha. Nada de chantagem. Nem tão pouco de promessas para 2011 melhor. Nada de grandes cumprimentos ou despedidas. Apenas assim. Curto e grosso! Sem rodeios. Tão essencial como ele sabe ser.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Una palabra, una sonrisa

E continuando a navegar pelo Natal, que tal proporcionar um sorriso àqueles meninos que estão impedidos de brincar com os soldadinhos?

Basta uma palavra. Que tal colocares um pouco de ti num postalinho, mostrares os teus dons para a coisa e oferecer um sorriso? Como pode um sorriso melhorar o nosso dia...

* Informa-te melhor aqui e não deixes de participar.
* Poderás sempre também contribuir com um brinquedo para os mais pequeninos que passarão o Natal no Hospital.

segunda-feira, agosto 16, 2010

Pequeno Xinoca



Ah e foi ainda conhecer o novo membro da família dos tios, o Xinoca (baptizado pelo Rodriguinho). E foi ver a delícia dos miúdos com o cachorro. E a Pipinha tocar pela primeira vez num cão, e até lhe pegar, e perder o medo. E dizer-me que vai pedir ao primo (Marido) um Xinoca cá para casa. E foi ter vontade de ceder ao Marido e aceitar um cão cá em casa. E foi decidir pensar melhor antes de lhe falar dessa vontade!

É que o seguro morreu de velho.

Salvador nem de propósito

Ontem festejámos o 2.º aniversário do Salvador. Foi vê-lo sorrir de orelha-a-orelha, com os olhos e com todo o corpo. Poderia ser o Mister Simpatia da família. É uma doçura. Está sempre tudo bem com ele. Cai e ri-se. No insuflável é contar até 3 e atirar-se para o chão. É montar-se da moto4 do irmão Rodriguinho e ouvi-lo BRRRUUMMM. É deliciarmo-nos só de o ver. É salvar-nos de qualquer tédio ou tristeza. E é ter uma enorme vontade de o ver sempre assim.