Meus queridos e minhas queridas, a Mia está doente! Depois da Pipinha e da mãe (e ainda mesmo antes da recuperação das duas), tocou-me a mim. É apenas uma gripe. Mas é uma gripe daquelas. Mais a mais, nada de anti-inflamatórios, antibióticos e outros que tais. Mais que uma aliança parece antes uma coligação: eu e o ben-u-ron.
Pois bem, como este comparsa não estava a produzir o efeito desejado (a temperatura descia 1/2 grau), lá fui eu para as Urgências.
Eu juro que não sou hipocondríaca. Quem me conhece sabe bem. Preciso estar a morrer para ir ao médico. Passei uns 18 anos sem fazer uma análise! O ano passado quase não dormi só a pensar na dor que iria sentir no electrocardiograma marcado para o dia seguinte. Nem sabia como era. E o marido gozava a dizer que faziam isto e aquilo e que ia passar um mau momento! E eu, tolinha, achei que ele estava a exagerar mas que seria mau. Afinal ele estava era a inventar! O travesso. Mas agora isto é diferente. Tenho a Carlota aqui e morro de medo que algo lhe aconteça, pelo que tenho sido uma menina bonita e portado muito bem.
Como dizia, às 3h da matina de Domingo peguei no bichocar, que mesmo com ataques tem sido uma boa muleta, e lá fui eu a fungar, de olhos meio abertos, cheia de febre e de mais roupa, ainda até à CUF. Descobri que mesmo grávida, não tenho prioridade, a menos que se tratasse de uma urgência obstétrica. Enfim... mas houve uma alegria: mesmo de pulseirinha verde, não esperei mais de 30m. Não havia lá ninguém, pudera!
Chegada a minha hora, o otário do médico olhou para mim, não perguntou nada sobre a gravidez e, a rir-se, diz-me que vê-me como uma pessoa normal, com direito a estar doente como as outras, e com direito a estar grávida também. WTF??? Continua com um siga "com ben-u-ron (mas em saquetas não-sei-quantas) e aguente-se" e termina com um "vá para casa, descanse, não se levante da cama e não se enerve". Por fim, se continuar com febre ao fim de QUATRO DIAS posso lá ir novamente. E por isto, dê-me cá 37,5€.
O que é isto???! Incrédula mas passiva, a alucinar com a cama, a tremer de frio e a pensar que ainda tinha de caminhar ao Piso -2 e conduzir até casa com metade da visão e sob nevoeiro cerrado, não disse nada mais que um cínico obrigado.
Chegada a casa a mãe estava uma pilha de nervos. Doente e numa pilha de nervos. Bebi um copo de leite a escaldar, ao ritmo condicionado pela temperatura e pelo nariz entupido que reduz a respiração à minha boca sensual e cama! Aliás, de cama até agora!
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segunda-feira, dezembro 20, 2010
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