Isto de nos submetermos à fidelidade nas relações das quais depende a saúde é complicado. O Sr. Toni tem sido como um médico de família para o meu carro. Há um quase contrato que inclui visitas domiciliárias. Pois bem, o utente-car tem estado em repouso absoluto aguardando com ansiedade a visita do Sr. Toni. Esperávamos (ele e eu) que se concretizasse hoje. Mas também aqui o SNS falhou: o Sr. Toni estava no hospital! Não sei quando pode cá vir. Entretanto não deixou substituto.
Já tentei acalmar o popicho, em tom de meiguice para não se revoltar. Por agora acordámos esperar mais um ou dois dias e depois logo pensamos quebrar o contrato e, quem sabe, até mesmo num seguro de saúde (baixinho, biaxinho, porque é coisa que não se aconselha em momentos críticos como este, pois doente o risco será sempre maior, bem como a apólice). Até lá, espero que o ruído que escutei e que permanece na minha memória não tenha sido o da agonia da morte.
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segunda-feira, dezembro 06, 2010
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