quinta-feira, dezembro 01, 2011

Expressões do Arco-da-Velha #1

À bambalhona

Gosto de observar pessoas. Ficar numa qualquer esplanada a ver quem passa e como é quem passa. Ou de viagem, quando sou conduzida por alguém. A verdade é que gosto ver quem passa. Como se move, como se veste, como fala. E assim encontro gente interessante. E outra tanta sem qualquer ponta de interesse. Gente divertida e gente aborrecida. Gente com pinta e gente à bambalhona, como me diz a outra - gente mal vestida, trapo a cima, trapo a baixo, desfavorecida, desleixada e quase sempre não muito cheirosa.
Mas é curioso. A expressão tem origem na imagem completamente contrária. Com referência aos walton, aqueles calções franceses com folhos largos de atilhos abaixo do joelho, era sinal do maior dos requintes dos séculos XV e XVI.
E agora? Agora, passados 4 ou 5 séculos, a coisa virou ao contrário. E há gente, como a outra, que confrontada com modelitos mal ajeitados, sem qualquer cuidado, trapalhões e aparentados a verdadeiras mastronças não se acanham de exclamar: não sou fashionista, mas olha-me aquela bambalhona! Não acumulará com cegueira?! Ou, não é ridícula?!

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